terça-feira, 27 de março de 2012

Resenha descritiva da obra: "O Aleph"

COELHO, Paulo. O ALEPH. Rio de Janeiro: Sextante 2010. 
Paulo Coelho é considerado um dos maiores escritores brasileiros Sua obra foi traduzida em 69 línguas e editada em mais de 150 países. Em 1986, fez a peregrinação pelo Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, e, a partir dessa experiência marcante, escreveu O Diário de um Mago – O Peregrino, em 1987. No ano seguinte, publicou O Alquimista, que se transformaria no livro brasileiro mais vendido em todos os tempos. Outros títulos se sucederam: Brida (1990), As Valkírias (1992), Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei (1994), Maktub (coletânea das melhores colunas publicadas na Folha de S. Paulo, 1994), uma compilação de textos seus em Frases (1995), O Monte Cinco (1996), O Manual do Guerreiro da Luz (1997), Veronika Decide Morrer (1998), e O Demônio e a Srta. Prym (2000), a coletânea de contos tradicionais em Histórias para Pais, Filhos e Netos (2001), Onze Minutos (2003), O Gênio e as Rosas – ilustrado por Mauricio de Souza (2004), O Zahir (2005), Ser como um rio que flui (2006), A Bruxa de Portobello (2007), O Vencedor está só (2008) e O Aleph (2010).  
Este é um conto que aborda um tema oculto da alma de todo ser humano a procura pelo eu. Saber quem somos é a pergunta que todo ser humano realiza durante sua existência, buscar realizações, felicidade, amor. Paulo Coelho vai buscar respostas para sua existência, mudanças na sua monótona rotina, através da sua carreira profissional, no encontro com pessoas desconhecidas em viagens realizadas pelo continente Europeu, africano e Asiático, aos poucos ele vai despindo do seu Ego e do seu orgulho, percebendo que seu passado é apenas o inicio para seu presente e seu futuro não vai depender somente da sua vontade, mas de tudo que ele modificar em seu presente.
Através de uma linguagem bastante acessível, o texto mistura momentos de narração na primeira pessoa, com seus pensamentos de seu mentor espiritual. É marcante a expectativa criada pelo autor em cada capitulo. A história começa com questionamentos feito pelo autor sobre a realidade, o cotidiano difícil pelas pessoas, passando por constatar acontecimentos grandiosos ocorrido no mundo, tal resposta faz com que aumente sua aflição com relação a sua existência, qual importância ele tem para o mundo, e porque sua vida confortável não o torna feliz. A história transcorre quando em uma conversa com seu mentor espiritual J. , ele revela sua falta de prazer na atual condição de sua vida, e logo a resposta que ele recebe é uma missão de transformar sua monótona rotina em novas experiências que ele realizar através de viagens.
O autor nas obras anteriores já possuía enfoque sobre a busca espiritual, como meio de transformação para sua vida hodierna.“ Nossa vida é uma constante viagem, do nascimento à morte. A paisagem muda, as pessoas mudam, as necessidades se transformam, mas o trem segue adiante. A vida é o trem, não a estação de trem”.( Coelho, 2010,pág. ) .A obra contribuirá para a discussão de alternativas relevantes para que integrem-se a padrões de comportamentos morais, com concepções amplas, fornecidos mediante correntes doutrinárias com fundamentação teórica, religiosa. Será de suma importância na construção do saber e no estímulo a manifestações contrárias a atitudes imorais.

Texto resenhado por Miriam Lúcia Lima, discente da disciplina Português Instrumental, do Curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual da Bahia - UNEB, CAMPUS XIX.

REFERÊNCIAS: 
Coelho, Paulo,  O ALEPH, editora Sextante- Rio de Janeiro 2010, 256pág.

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